quarta-feira, 21 de julho de 2010

Midnight.


Saudade, angústia, dor, lágrimas que caem lentamente, falta de esperança, falta de rumo, carência, solidão, raiva, inveja, ciúme... Sentimentos demais. Ruim demais para que eu possa me acostumar.
Meu quarto está escuro, e uma música melancólica invade o ambiente. A chuva cai lá fora e eu posso ver a água através das janelas. O frio está aqui dentro também, do quarto, de mim. Eu já não me importo tanto com o fato de estar tremendo suavemente por causa disso, e continuo encarando o teto com um olhar vazio, pensando.
Há milhões de possibilidades em minha cabeça, milhões de atitudes que eu poderia tomar, incontáveis decisões que você poderia tomar, mas nem mesmo nos mais otimistas sonhos eu poderia encontrar uma saída desse labirinto de dor.
Uma pequena quantidade de lágrimas preenche meu rosto e eu tento decidir o que faria você sofrer menos, já não me importando comigo.
Eu já não consigo encontrar você no meio de toda essa confusão dentro de mim.
Eu desejo te tirar da minha vida e parar com isso antes que seja tarde, mas não encontraria alguém que me entendesse como você, eu desejo estar ao seu lado e te abraçar, mas há uma distância entre nós. Eu desejo simplesmente sumir, mas há questões que ainda não resolvi, há conversas que prefiro não ter.
Eu desejo, sobretudo, encontrar uma maneira de te ter aqui.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

All about us.


Sussurre meu nome durante a noite, eu estou indo abraçar você enquanto o frio corrompe nossos corações.
Esse mesmo frio, junto à umidade, embaça os vidros da janela que está perto de mim. Suspiro e estico a mão, desenhando um coração com o dedo. Seu nome está embaixo e eu me sinto boba, ninguém pode ver isso.
Meus fones de ouvido colocam em minha cabeça a música que toca no volume máximo repetidamente, fecho os olhos e lá está a imagem que venho vendo tanto quanto tenho respirado.
É tão estranho assim amar algo que eu nunca vi, algo que eu não conheço? Alguém que está longe demais para que eu possa abraçar, perto o suficiente para que eu possa sonhar em encontrar. Eu respiro o ar, sinto saudade de coisas abstratas, sonho coisas impossíveis e dessa mesma forma, o amo.
Talvez eu morra sem poder saber o que é sentir sua respiração em meu rosto, sem colocar a mão em seu peito e prestar atenção em seu coração batendo, sem ser acolhida por seu braços e sem sentir o gosto que minha boca tanto anseia.
Talvez eu chore por ouvir palavras cruéis de sua boca e deseje nunca ter pensado em você. Talvez.
Passo a mão na janela, apagando o que escrevi.
Eu leio suas palavras melancólicas ou revoltadas - talvez bem pensadas, talvez por impulso - e desejo, enquanto um coração solitário protesta em meu peito, estar ao seu lado para abraçá-lo, para colocar um sorriso em seu rosto, para fazer você esquecer todo o resto.
Me deixe ser o que você sonha também.