quarta-feira, 21 de julho de 2010

Midnight.


Saudade, angústia, dor, lágrimas que caem lentamente, falta de esperança, falta de rumo, carência, solidão, raiva, inveja, ciúme... Sentimentos demais. Ruim demais para que eu possa me acostumar.
Meu quarto está escuro, e uma música melancólica invade o ambiente. A chuva cai lá fora e eu posso ver a água através das janelas. O frio está aqui dentro também, do quarto, de mim. Eu já não me importo tanto com o fato de estar tremendo suavemente por causa disso, e continuo encarando o teto com um olhar vazio, pensando.
Há milhões de possibilidades em minha cabeça, milhões de atitudes que eu poderia tomar, incontáveis decisões que você poderia tomar, mas nem mesmo nos mais otimistas sonhos eu poderia encontrar uma saída desse labirinto de dor.
Uma pequena quantidade de lágrimas preenche meu rosto e eu tento decidir o que faria você sofrer menos, já não me importando comigo.
Eu já não consigo encontrar você no meio de toda essa confusão dentro de mim.
Eu desejo te tirar da minha vida e parar com isso antes que seja tarde, mas não encontraria alguém que me entendesse como você, eu desejo estar ao seu lado e te abraçar, mas há uma distância entre nós. Eu desejo simplesmente sumir, mas há questões que ainda não resolvi, há conversas que prefiro não ter.
Eu desejo, sobretudo, encontrar uma maneira de te ter aqui.

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