
Todos os vestígios de uma decepção.
Unhas roídas com esmalte descascado, olheiras, papéis rabiscados pretos e marcados para todos os lados. Xícaras vazias - que antes tinham café -, fones de ouvido que gritaram repetidas vezes minhas músicas preferidas, roupas confortáveis, um celular desligado e um computador fechado enquanto eu observo o teto.
Era esse tempo vazio que eu devia chamar de 'pausa para respirar' depois de toda a tortura pela qual passei. Tudo bem, a solidão é dolorosa, mas evidentemente, necessária.
Volto à cruel fantasia, ainda mais evidentemente realista e complexa e me envolvo em dor contínua enquanto assisto todos os outros comemorarem suas glórias. À mim, só restam as batalhas perdidas, as esperanças falsas e todos os vícios destrutivos que consegui acumular.
Eu só procuro todos esses problemas como se eles fossem os mais atrativos valores.
Não me importo com as consequências, parar para pensar é perda de tempo, dúvidas só criam mais problemas e eu preciso arriscar.
Eu só não me importo comigo mesma como antes, como deveria.
E gostaria de que tudo que eu falasse fosse verdade. Que tudo estivesse esquecido e que a dor fosse algo que eu já tivesse apagado.
O que eu ainda não consegui esquecer, é o que sinto por você.

tu é linda, escreve muito bem, e eu te amo
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