quarta-feira, 13 de outubro de 2010

The things that I wanna say, but...


O desespero é apenas um complemento. Algo que vem por consequência de toda essa onda de sentimentos sufocadores e, por mais irônico que pareça, se sobressai ao restante, como se chegasse exclusivamente para reunir toda a dor e o nervosismo em uma palavra só.
O coração está correndo mais rápido do que nunca, e as expectativas parecem distantes demais. Pessimismo? Não, eu diria... Realismo.
Todas as antigas fontes de conforto simplesmente parecem não bastar, e, na escuridão absoluta, encontra-se uma alma inquieta, aguardando pelo destino torturador que já é esperado.
As vozes que costumavam significar um porto seguro em meio à tempestade agora parecem incômodas, as pessoas e os abraços parecem mais necessárias do que nunca, mas não há tempo para chamá-las. Os pensamentos estão rápidos, procurando uma solução fantasiosa para um problema sólido demais. Há, afinal, como fugir do desespero?
É como se eu estivesse correndo para direções opostas, confusa, presa em um labirinto sem a mínima ideia de onde se encontra o caminho certo. É como... Como andar em círculos.
E eu diria, que se pudesse iria escolher a dor, um problema para o qual há solução, no mínimo, formas e mais formas de amenizá-la. Mas... Como encontrar uma saída para o desespero quando nem mesmo posso parar para respirar, e pensar? Não é calmo, melancólico ou simplesmente expressivo como a raiva.
Não faz sentido. As coisas que eu gostaria de dizer simplesmente somem, diante de meus olhos, as soluções dissolvem-se à minha frente, e a luz no fim do túnel, apaga-se.
É desesperador, parece não ter fim.

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